Estratégia Cibernética Europea: Apoio da Telefónica

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Telefónica celebra dois marcos importantes alcançados em Bruxelas nos últimos dias para fomentar a estratégia de segurança cibernética europeia, de forma a evitar incidentes que possam abalar a confiança do consumidor e causar prejuízos importantes às atividades econômicas europeias e à economia de maneira geral. A segurança cibernética e a luta contra o crime cibernético tornaram-se uma das prioridades políticas do setor da tecnologia da informação e da comunicação na União Europeia, e a Telefónica está pronta para fazer sua parte.

Em 6 de julho, o Plenário do Parlamento Europeu votou pela Diretiva sobre Redes e Segurança da Informação após sua adoção pelo Conselho em maio passado.

Essa diretiva é a primeira legislação sobre segurança cibernética com jurisdição em toda a União Europeia e encerra um longo processo de negociações entre o Parlamento, o Conselho e a Comissão Europeia.

Assim que a Diretiva entrar em vigor (no vigésimo dia após sua publicação na edição de agosto do Diário Oficial da União Europeia), os Estados Membros terão 21 meses para implementá-la em suas respectivas leis nacionais.

Pela primeira vez, a Diretiva SRI cria uma estrutura legislativa que também se aplicará a alguns serviços digitais, nivelando o campo de atuação e estabelecendo requisitos harmonizados, estando os fornecedores desses serviços estabelecidos dentro da União Europeia ou não.

Os três pilares da Diretiva têm o objetivo de:
  • desenvolvimento das capacidades nacionais
  • cooperação entre as Autoridades nacionais
  • estabelecimento de deveres de segurança e requisitos de notificação específicos para operadores de "serviços essenciais" (infraestruturas tradicionalmente consideradas essenciais) e fornecedores de "serviços digitais" (como fornecedores de serviços de nuvem, plataformas de comércio online e mecanismos de busca)
Um dia antes de a Diretiva SRI ser votada pelo Parlamento Europeu, em 5 de julho, a Comissão adotou um Pacote de Cibersegurança, composto por uma decisão que estabelece uma Parceria Público-Privada contratual relativa à segurança cibernética, cuja expectativa de movimentação em investimentos é de 1,8 bilhão de euros 2020, além de uma Comunicação sobre o Setor de Cibersegurança Competitivo e Inovador que estabeleça as bases para uma "política industrial" na área de Cibersegurança.

Essa parceria é basicamente um contrato entre a Comissão e a Indústria Europeia, com o compromisso de financiar conjuntamente linhas específicas de pesquisa. Pedro Pablo Pérez, CEO da ElevenPaths e Diretor Global de Segurança da Telefónica, foi nomeado membro do Conselho Administrativo e também do Conselho de Parcerias da Organização Europeia de Segurança Cibernética (European Cybersecurity Organization - ECSO), a associação que implementará a Parceria Público-Privada.



A Telefónica é o único operador de telecomunicações que foi selecionado para ocupar essa posição de relevância. Isso reforça o nosso compromisso de melhorar a confiança digital dos clientes, cidadãos e empresas, de acordo com a posição da Telefónica em relação às Políticas Públicas e com a nossa disposição para colaborar com a Comissão na concretização da visão de um ambiente online seguro e confiável na Europa.

Os principais objetivos da Parceria Público-Privada em Cibersegurança são:
  • melhorar as capacidades industriais de Cibersegurança e a autonomia digital da União Europeia, promovendo confiança e segurança nos serviços digitais e nas redes em resposta às ameaças cibernéticas globais, mas mantendo o respeito pelos valores da União Europeia (direito fundamental à privacidade)
  • estimular os desenvolvimentos dos recursos industriais e tecnológicos da União Europeia a serem superados
    • brechas existentes na tecnologia e nos serviços online da União Europeia
    • barreiras existentes para a obtenção de um Mercado Único Digital real para produtos e serviços de Cibersegurança
  • com o objetivo último de fortalecer a Indústria de Segurança Cibernética Europeia
Como podemos ver, já há um compromisso firme manifesto; agora é hora de passar de palavras para ações, porque, nos tempos de hoje, o mundo digital avança muito mais rapidamente que o mundo físico. Não há tempo a perder.

Andrea Fabra
Gerente de Políticas Públicas e da Internet

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